sexta-feira, 26 de junho de 2009

Frase democrática

"A liberdade é o direito de fazer tudo o que as leis consentem"

Montesquieu

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Lula exercita o oportunismo

Discursando no lançamento do projeto de revitalização da zona portuária do Rio, Lula proferiu a bobagem de que preferia dar dinheiro aos pobres ao invés de desonerar impostos. Disse que já desonerou 100 bilhões de reais de impostos mas que preferia repassar esse dinheiro aos pobres.

Os absurdos continuaram a medida que ele abria a boca. Garantiu que os empresários não repassam a desoneração tributária nos preços finais dos produtos. Lula adora mentir diante de sua plateia preferida: a população, vamos dizer, "desavantajada" de informação. Para tipos como Lula é importante manter seus eleitores na ilusão. Éfácil fazê-los acreditar nas promessas mentirosas e descaradas.

Além de hostilizar os empresários, ele se aproveita da falta de conhecimento de muitos brasileiros e do descrédito político, para posar de grande salvador. Lula está pouco se lixando quanto a repassar dinheiro aos pobres. O fato é que por causa das medidas de desoneração tributária - bastante tímidas na verdade - e por causa da crise financeira, a arrecadação dimunuiu e está obrigando o governo a cortar gastos. E não há mal nenhum nisso. Ocorre que o dinheiro arrecadado pelo governo não vai para "os pobres", serve para alimentar a máquina ineficaz do funcionalismo petista.

Tomemos como exemplo a medida de redução de impostos sobre veículos (IPI), os preços ao contrário do que Lula disse, caíram sim e as vendas aumentaram. Acontece que na cabeça oportunista de Lula e seus aliados, custa a entrar a verdade básica: com menos impostos o preço dos produtos cai, as vendas aumentam e esse aumento nas vendas contribui para elevar a arrecadação de impostos.

O governo brasileiro gasta muito e gasta mal. A CPMF que Lula garante que ia para a saúde, servia na verdade para pagar os juros da dívida do governo.

Lula mente de maneira absurda, a diferença é que faz isso para uma plateia que sabe que não irá incomodá-lo com fatos. Conveniente, não? No subtexto o que o Lula diz na verdade é "mais impostos é bom pra mim".

terça-feira, 23 de junho de 2009

Celso Amorim: é zorrilho na cabeça!












Em entrevista ao programa Roda-Viva da TV Cultura, Celso Amorim, Ministro de Relações Exteriores do Governo Lula, reafirmou a defesa feita pelo Presidente à legitimidade das eleições do Irã. O Lula garante que a porcentagem de 63% dos votos comprova que a eleição foi limpa, pois a diferença entre o vencedor e o perdedor foi muito grande. Parece até piada. Levando-se em consideração que no Cazaquistão, país recentemente visitado por Lula, o mesmo presidente está no poder desde 1990 e se reelege com 90% dos votos. Essa tese de diferença grande de votos normalmente tem o efeito contrário ao que Lula prega, servindo para comprovar fraudes descaradas.

E esse papo de não interferência nos assuntos de outros países é apenas uma desculpa para ser conivente com abusos cometidos por regimes totalitários com a intenção de fazer negócios futuros com governos sujos e que pisoteiam sobre a democracia e sobre seu próprio povo. É um grande desrespeito com pessoas que morrem em conseqüência de tais violências.

Celso Amorim, com seu cabelo semelhante ao pêlo de um zorrilho, têm ideias que cheiram ainda pior.

sábado, 20 de junho de 2009

Mais armas significam menos crimes

Leiam o artigo feito pelo Professor John R. Lott Jr. da Escola de Direito da Universidade de Chicago, no link abaixo.
http://www.armaria.com.br/maisarma.htm

Artigos por John R. Lott Jr. (em inglês) clique no link abaixo

http://www.lewrockwell.com/lott/lott-arch.html

Entrevista com John R. Lott Jr (em inglês) clique no link abaixo

http://www.press.uchicago.edu/Misc/Chicago/493636.html

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Explanando

O seguinte pensamento justifica o jeito de ser dos petistas.

"Quando a corrupção é praticada pelos outros, os petistas a criticam, quando a corrupção é praticada por eles, os petistas a justificam".

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Lula, o ético

Lula tem um dom e é indiscutível, o de estar sempre no lado errado quando o assunto é sujeira, desonestidade ou corrupção. Com relação aos recentes escândalos que assombram o Senado, não teve dúvida, saiu em defesa do presidente do Senado e eterno coronel José Sarney. E como sempre, distorceu o foco das denúncias, alegando que as críticas teriam o objetivo de desmoralizar o Senado.

Nos últimos dias, Sarney foi acusado de receber auxílio moradia de R$3.800, apesar de ter residência própria em Brasília, encher o Senado de parentes e esconder nomeações através de atos secretos. Lula tem razão, Sarney está trabalhando para fortalecer o Senado.

Discursando no conselho de direitos humanos da ONU, Lula garantiu que a diplomacia brasileira não defende nem dá prioridades à ditaduras, para logo em seguida dizer que não vê nada de errado com as eleições do Irã, na contramão de diversos líderes europeus e do povo Iraniano. Fechou com chave de ouro ao comparar os protestos da oposição iraniana a um jogo entre Flamengo e Vasco. Talvez no último jogo entre os times tenham morrido sete pessoas, como até agora morreram nos protestos no Irã. Ainda emendou que o Brasil não se importaria de receber o "presidente" Iraniano e que tem interesse em construir parcerias com o país. Um homem que realmente sabe do que está falando.

Ao comentar sobre a crise do Senado, Lula pontuou: "é importante pensar na preservação das instituições e separar o joio do trigo". Pelo menos Lula já deixou claro em qual lado ele se encaixa.

Podem aplaudir, carregadores de bandeira.


Leia abaixo a ridícula entrevista que José Sarney concedeu ao jornal Folha de São Paulo, publicada na edição de ontem.

Sarney diz que não errou e que não deixa presidência


Acuado por uma série de desvios administrativos dentro do Senado, o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), 79 anos, afirma que não errou ao indicar parentes para cargos na Casa e que não irá renunciar. Diz, sem citar nomes, suspeitar de sabotagem interna.
Considera necessário mudar regras, mas afirma que erros praticados no passado podem ficar sem punição, pois "cada um deve julgar o que fez de errado e de certo". Inquieto, mexendo os joelhos de maneira intermitente enquanto estava sentado em um sofá em seu gabinete, Sarney afirmou que vai "exercer [o cargo] até o fim".
A onda de escândalos no Congresso, que se intensificou na Legislatura iniciada em fevereiro, atingiu Sarney em cheio nos últimos dias. Rebate todas as acusações. Reafirma não ter percebido que recebia R$ 3.800 de auxílio-moradia por mês. A nomeação de um neto teria sido à sua revelia. Sobre as sobrinhas, considera não haver erro.
Durante 55 minutos de entrevista, o senador maranhense que se elege pelo Amapá tomou apenas meio copo de água. No meio da atual onda de escândalos, relata ter chegado a uma conclusão: "Há uma tendência de buscar democracia direta. Tudo aponta nesse sentido".

FOLHA - Como o sr. avalia a onda de escândalos envolvendo o Senado e o sr.?
JOSÉ SARNEY
- A vida sempre me reservou desafios. A crise da democracia representativa está atingindo todos os Parlamentos no mundo inteiro.

FOLHA - Por culpa de quem?
SARNEY
- A notícia em tempo real transformou o Parlamento, ele fica quase envelhecido. Em face disso há uma divergência de saber quem realmente representa o povo. É a mídia eletrônica, são as ONGs, é a sociedade civil ou os representantes eleitos? Esse é o grande problema que estamos vivendo.

FOLHA - O sr. contratou a Fundação Getúlio Vargas para fazer uma reforma administrativa no Senado. Agora, o sr. também tem aparecido em meio a acusações de comportamento impróprio. O que aconteceu?
SARNEY
- Olha, eu acho que eu tenho um nome que deve ser julgado com respeito pelo país. Eu tenho uma biografia, nunca alguém associou minha vida pública ao nepotismo. Os fatos que colocaram estou mandando examinar. O que estiver errado, se corrija. Se eu tiver algum erro, eu sou o primeiro a corrigir. Mas acho que nunca conduzi de outra maneira que não fosse com correção.

FOLHA - E o caso do seu neto, contratado pelo senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA)?
SARNEY
- Depois de eu ter sido tudo, se eu fosse acusado de ter nomeado um neto era realmente um julgamento que seria injusto. Eu não pedi ao senador. Disse isso e ele confirmou. E, se ele tivesse me consultado, teria sido o primeiro a dizer não.

FOLHA - Quando o sr. soube, qual foi sua reação?
SARNEY
- Ele próprio saiu. Já era um problema a ser administrado pelo Cafeteira. O que a imprensa tem de entender é que aqui dentro do Senado temos 81 repartições. Cada senador é o chefe do seu gabinete. Quem nomeia é ele.

FOLHA - Seu neto saiu por conta do nepotismo, mas entrou no lugar a mãe dele. O sr. soube disso?
SARNEY
- Eu não sou responsável pelo gabinete do Cafeteira.

FOLHA - O que o sr. acha da afirmação do senador Cafeteira de que nomeou seu neto por dever favores a seu filho, Fernando Sarney?
SARNEY
- Você acha que eu, como presidente do Senado, tenho minha biografia, vou discutir uma coisa dessa? Não vou discutir um assunto desse. Minha resposta para vocês é essa.

FOLHA - E os outros casos relacionados ao sr.: duas sobrinhas empregadas em gabinetes de senadores, de Roseana Sarney (PMDB-MA) e de Delcídio Amaral (PT-MS).
SARNEY
- Esse é um caso que está sendo estudado, porque parece que ele foi colocado agora. Eu pedi para ser investigado. Eu acho que há uma certa armação no caso da Roseana, na publicação de que foi ato secreto. Esse problema, que não é meu, a chefe de gabinete dela diz que os dados não conferem. Está sendo analisado.

FOLHA - E do Delcídio?
SARNEY
- Do Delcídio, eu realmente pedi a ele, uma sobrinha da minha mulher, funcionária de carreira do Ministério da Agricultura, mudou-se para Mato Grosso do Sul, pedi que ela fosse requisitada para trabalhar no gabinete dele. Eu acho que não tem nenhum erro em ter feito esse pedido a ele.

FOLHA - Há atos secretos?
SARNEY
- Estou convencido de que há muitas falhas, que pode ter havido não publicações. Vamos examinar.

FOLHA - O ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia disse que os senadores conheciam os atos secretos. É correta a afirmação?
SARNEY
- Eu nunca soube.

FOLHA - Mas o que aconteceu? Os atos não eram públicos...
SARNEY
- Não sei. Isso nós estamos tentando apurar.

FOLHA - Quando Agaciel deixou a direção-geral do Senado, o sr. o saudou pelos serviços prestados. Mantém a mesma opinião sobre ele?
SARNEY
- É um assunto de ordem pessoal, de valor, que acho que não cabe numa entrevista.

FOLHA - Até agora, nenhum congressista foi punido e poucos devolveram dinheiro gasto indevidamente. Isso não produz uma sensação de impunidade?
SARNEY
- A população pode até contestar a validade do Congresso. A democracia não vive sem Parlamento. E Parlamento fraco, desmoralizado, é desejo de segmentos da sociedade.

FOLHA - Esse enfraquecimento não ocorre por causa da resposta tímida dos congressistas? No episódio do auxílio-moradia pago indevidamente, inclusive ao sr., não seria o caso de todos devolverem o dinheiro?
SARNEY
- Nunca tinha recebido auxílio-moradia. Recebi por oito meses. Mandei interromper ao saber. Quanto aos outros, cada um fará o seu julgamento.

FOLHA - O sr. devolveu o dinheiro ao Senado?
SARNEY
- Vou ressarcir. Está em estudo como é que se deve proceder. Isso será um gesto pessoal, meu.

FOLHA - Os outros estão obrigados a devolver o dinheiro?
SARNEY
- Não. Isso é uma decisão pessoal. Acho que é da lei. Eles estão usufruindo benefício que é extensivo ao funcionário público de maneira geral.

FOLHA - O Congresso é o maior responsável pela crise?
SARNEY
- Sim, claro que o Congresso tem responsabilidade. Estamos num período de exaustão do modelo de democracia representativa. Há uma tendência de buscar uma democracia direta. Tudo aponta nesse sentido.

FOLHA - O sr. se arrepende de sua candidatura a presidente do Senado? Pensou em renunciar?
SARNEY
- Não. Minha vida foi sempre feita de desafios. Vou exercer até o fim.

FOLHA - De todos os desvios que estão acusando o sr., qual o sr. considera erro mais grave?
SARNEY
- Não tenho nenhuma responsabilidade sobre o auxílio-moradia. No caso da minha sobrinha, eu estou assumindo. Não cometi erro nenhum. Querer julgar toda a minha vida por eu ter pedido por uma sobrinha de minha mulher, acho extremamente errado, uma injustiça em relação a mim. Eu deveria ser julgado com mais respeito. Sou o parlamentar mais antigo neste país. Estou fazendo um esforço grande na minha idade.

FOLHA - Está sendo sabotado?
SARNEY
- Não descarto essa hipótese. Até porque falam dos atos secretos, mas só aparecem os meus. Não tenho provas.

Por FERNANDO RODRIGUES
VALDO CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Governo Lula: Transparente como petróleo

“À época, eu recebi uma ordem judicial para determinar à Polícia Federal a retirada dos estudantes que ocupavam a reitoria. Mas eu disse à juíza que não daria prosseguimento, porque acredito que os alunos estavam agindo legitimamente contra uma situação que havia se estabelecido na universidade”.

A fala acima pertence à Tarso Genro, Ministro da Justiça, pronunciando-se a respeito dos estudantes da Unb que haviam ocupado a reitoria da universidade. Expressa claramente que voltamos ao ponto em que o poder Executivo se acha no direito de interpretar as decisão do Judiciário e determinar se elas são ou não válidas. Tarso Genro parece sofrer de algum tipo de esclerose múltipla, ou apenas falta de vergonha na cara. O Ministro da Justiça, aquele que deveria "garantir e promover a cidadania, a justiça e a segurança pública" e a "defesa da ordem jurídica, dos direitos políticos e das garantias constitucionais", declara abertamente que deciciu não acatar uma ordem judicial. Seria a prova final de que o governo Lula arrastou o Brasil de volta a um estado de exceção com o poder centralizado no Executivo? Exagero? Talvez os porcos imperialistas tenham comido lavagem demais? Ou quem sabe foi o Sr. Genro que andou consumindo porcarias em excesso, especialmente lixo esquerdista?

Hoje foi uma decisão que exigia a retirada dos alunos que haviam invadido uma reitoria, mas amanhã poderíamos acordar e descobrir que o executivo decidiu desacatar uma ordem judicial que decratou a soltura de algum cidadão preso injustamente. Exagero novamente? Claro que não, trata-se apenas do primeiro passo. Tarso mostrou que o Ministério da Justiça, sob seu comando, tem uma predisposição a desacatar as decisões da justiça segundo as suas interpretações. O mais hilário é que esses petistas adoram posar como "lutadores da liberdade" quando viviam na época da ditadura. Tudo seria diferente se eles estivessem no comando, pois quando foi a vez deles de chegar ao poder, passaram a se achar no direito de governar por exceção. Muito conveniente.

Promover a democracia nunca foi a intenção dos grupos de guerrilha de esquerda que atuavam no Brasil, como pregam Franklin Martins e Dilma Rousseff, entre outros, e que até hoje se orgulham de seu passado. "A luta armada fracassou porque o objetivo final das organizações que a promoveram era transformar o Brasil numa ditadura, talvez socialista, certamente revolucionária. Seu projeto não passava pelo restabelecimento das liberdades democráticas." O trecho é do livro "A Ditadura Escancarada" de Elio Gaspari, página 193. Ao que tudo indica, as intenções de Tarso Genro e sua turma continuam as mesmas.

Mas o trabalho deles não para por aí. Vejamos agora uma notícia publicada pela Folha de São Paulo em 07/06/2009. A manchete informa: "No governo Lula, grupos concentram seus esforços no Executivo" e a linha fina aprofunda: "Lobistas dizem que na gestão petista o Estado recuperou a influência perdida com as privatizações e a descentralização administrativa promovidas por FHC". Enquanto uns arrumam a casa, outros promovem a bagunça. Lula e sua turma diminuiram o poder do Congresso e o concentraram no poder Executivo.

Outro bom exemplo é a ainda nem instalada a CPI da Petrobrás. "Nunca antes nesse país" se trabalhou tanto para bloquear uma CPI, colocaram inclusive os carregadores de bandeira nas ruas. Os petistas adoram uma CPI desde que não sejam eles os investigados, um grande exemplo de transparência investigativa. Transparentes como o petróleo. O que haverá por baixo que eles se esforçam tanto para esconder? O medo será proporcional ao alvoroço produzido para tentar impedir as investigações? Muito bem petistas, continuem o ótimo trabalho. Ainda não estamos como a África, mas estamos trabalhando para isso.

E não esqueçam, a campanha para a venda da Petrobrás continua. Um dólar pelo possante!

terça-feira, 9 de junho de 2009

De quem é a Petrobrás?


Fica bastante claro na foto acima: A Petrobrás já é deles.
Foto: Marcelo Justo/Folha Imagem

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Vende-se esse possante


Leve para a casa pela bagatela de 1 dólar esse incrível exemplar de dinossauro estatal. Criado pelo grande, e nada populista, papaizão brasileiro Getúlio Vargas, repleta de funcionários competentes, selecionados a dedo pelos caciques partidários brasileiros, e com um presidente colocado no cargo por sua incrível e inegável competência.

Comprando esse possante hoje você ainda leva inteiramente grátis o nosso genial guia Lula da Silva, um governante muito bem graduado nas melhores escolas do país e nossa mamãezinha querida, Dilma Rousseff, a dama de latão com um inegável olho para os negócios.

Quem pode perder essa incrível oportunidade? Ligue agora e leve para casa a nossa possante estatal do petróleo, a Petrobrás.

PS - Por favor traga uma bomba para encher pneus pois os do possante estão meio murchos.

Francenildo, o bode do PT


A edição de hoje da Folha de São Paulo trás uma entrevista com o caseiro Francenildo Costa. Lembram-se dele? Foi o depoimento dele à CPI dos Bingos que derrubou o então ministro da fazenda Antônio Palocci. O caso não pode ser mais emblemático para ilustrar os métodos dos petistas.

Francenildo se encaixa perfeitamente no perfil de muitos eleitores petistas e ele próprio já admitiu que votou em Lula duas vezes. Mesmo assim, quando Francenildo desmentiu Palocci sobre a presença do ministro na famosa mansão do lobby no lago sul de Brasília, os petistas deram início a uma das maiores sujeiras já promovidas contra um cidadão por um governo no Brasil, mostrando como funciona a sua defesa aos fracos e oprimidos.

Cliente da Caixa Econômica Federal, Francenildo teve seu sigilo bancário violado e entregue à revista Época por, segundo a coluna de Diogo Mainardi na revista VEJA, Marcelo Neto, então assessor de Palocci. O objetivo era revelar um volume de dinheiro anormal recebido pelo caseiro, o que, para os petistas, provaria que ele fora pago pra mentir à CPI. O plano foi por água abaixo quando se esclareceu que o pagamento vinha do pai biológico de Francenildo.

Donos de um discurso que sempre pregou a ética acima de tudo, o caso é exemplar para mostrar a hipocrisia petista. Instituições, sempre tidas como fortes e confiáveis no Brasil, foram facilmente usadas como meros intrumentos de um governo de uma República bananeira para defender as mentiras do então ministro. Receita Federal, Caixa Econômica e governo federal mobilizados em defesa de uma ética distorcida.

Nessa hora, os petistas sapatearam sobre todas as lorotas que sempre contam no horário eleitoral, pois não pensaram duas vezes em usar os poderes do estado para esmigalhar um cidadão jovem e pobre e, pior, um eleitor petista. Lula adora posar de vítima de preconceito de sua origem humilde, nada mais emblemático portanto do que fechar o artigo com uma frase dita pelo próprio Lula na época: "Ah, é um simples caseiro."

Fica bastante claro aonde está o tal preconceito. Que os outros eleitores não esperem para aprender, como Francenildo, o funcionamento da ética dos petistas.

Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui. Somente para assinantes da Folha ou UOL.
Para refrescar a memória sobre a sujeira petista, clique aqui. Link aberto da Veja.com.

domingo, 7 de junho de 2009

O tucano alucinógeno



Com os petistas espalhando a mentira de que a oposição criou a CPI da Petrobrás com o intuito de privatizar a empresa, os tucanos estão prestes a fazer algo para provar que tudo não passa de boataria: apresentar um projeto de emenda constitucional que proibirá a venda da empresa. Uma atitude bastante sensata e bem pensada.

Seria a prova final de que os tucanos estão com a cabeça no lugar. Afinal, são apenas a oposição, por que deveriam posicionar-se como alternativa ao governo petista? Para que serve uma oposição em uma democracia? Para nada! Ao invés de apenas ficar vigiando o governo, podem apoiá-lo e talvez ganhar um ministério.

Alckmin agiu muito bem quando concorreu à presidência, sendo fotografado vestido de "garoto estatal", usando uma jaqueta e um boné repletos de logotipos de empresas estatais. Talvez por esse motivo ele tenha ganho a eleição.

É claro que os petistas estão certos. As privatizações são realmente algo de que todos temos que nos envergonhar. Imaginem que absurdo, vender o nosso querido patrimônio nacional para um bando de imperialistas estrangeiros.

Provavelmente todos ainda se lembram do escândalo promovido pelos petistas por causa da venda da empresa Vale do Rio Doce (hoje chamada apenas de Vale). E eles estavam certos! Algo terrível aconteceu depois de todos esses anos: A Vale tornou-se uma das maiores mineradoras do mundo.

Em novembro de 2006 a revista EXAME, integrante da corja imperialista, publicou uma reportagem mostrando com cifras a terrível piora trazida pelas privatizações em várias áreas. Vejam os tenebrosos números abaixo.

Melhora indiscutível
Os indicadores comprovam que a privatização gerou ganhos de eficiência, de qualidade de serviços e de número de empregos em diversos setores e empresas. Confira como era e como ficou
SETORES
Siderurgia
Investimentos

(em bilhões de dólares)
19910,3
20051,9
Produtividade

(em toneladas por trabalhador por ano)
1991188
2005377
Empregos
199169000
200595100
Telefonia
Telefones fixos e celulares em uso

(em milhões)
199723
2006(2)137
Preço da linha telefônica fixa

(em dólares)
1997(1)4000
2006(2)Zero
Empregos
199791000
2006(2)316500
(1) Média nacional no mercado paralelo (2) Em agosto
Distribuição de energia elétrica
Interrupções no fornecimento de luz

(em vezes por ano)
199721
200512
Total de residências atendidas
199792%
200597%
Empregos
199765300
2005115000
Obs.: os dados referem-se exclusivamente às empresas privatizadas de cada setor. Nos setores em que houve grande terceirização de atividades (siderurgia, telefonia, ferrovias), são considerados os totais de empregos diretos e indiretos após a privatização


SETORES
Ferrovias
Volume transportado

(em milhões de toneladas por quilômetro)
1992218
2005392
Investimentos

(em bilhões de reais)
19960,3
20053,3
Empregos
199242100
200530200
Portos
Preço para movimentação de contêineres(1)

(em dólares)
1993600
2005288
Movimentação de contêineres(1)

(em toneladas por hora)
199313
200529
Movimentação de carga(2)

(em milhões de toneladas por ano)
1993257
2005411
(1) Nos terminais privados de Santos (2) Nos terminais privados de todo o país
EMPRESAS
Vale do Rio Doce
Investimentos

(em bilhões de dólares)
19970,4
2006(1)4,6
Valor de mercado

(em bilhões de dólares)
19978
2006(1)60
Empregos
199711000
2006(1)40000
(1) Antes da aquisição da Inco
Embraer
Resultado

(em milhões de reais)
1994-321
2005709
Número de aviões entregues no ano
19944
2005141
Empregos
19946100
200517000
Obs.: os dados referem-se exclusivamente às empresas privatizadas de cada setor. Nos setores em que houve grande terceirização de atividades (siderurgia, telefonia, ferrovias), são considerados os totais de empregos diretos e indiretos após a privatização
Fontes: IBS, Anatel, Abradee, ANTF, Antaq,Vale do Rio Doce,
Embraer, ABCR, Abiquim e BNDES


A lista das estatais
Na esfera federal, o Brasil conta com 135 empresas estatais. Há ainda dezenas de controladas por estados e municípios
Transportes
Poderiam ser privatizados pelo menos 10 500 km de rodovias federais, operadoras metroviárias em várias capitais e oito companhias de gestão dos portos
Setor elétrico
As estatais ainda respondem por 34% da distribuição de energia elétrica no país. Na geração, 72% das empresas são estatais, a maioria sob o guarda-chuva da Eletrobrás
Bancos e resseguro
O governo federal administra sete bancos, entre eles Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, e o IRB, instituto que detém o monopólio dos resseguros no país
Saneamento
Apenas 5% das empresas do setor são privadas.A maioria das concessões de serviços está nas mãos de empresas estaduais e municipais
Petrobras
Maior empresa do país, a Petrobras vale cerca de 90 bilhões de dólares na bolsa e tem 48 subsidiárias, como a BR. O governo federal detém 23% do capital do grupo
Correios
Com o monopólio de distribuição de correspondências, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos teve faturamento bruto de 3,4 bilhões de dólares em 2005

Morremos de saudade do tempo em que era preciso pagar milhares de reais para ter um telefone instalado em casa. Malditos tucanos, privatizaram a telefonia no governo Fernando Henrique Cardoso e agora não temos que pagar nada pela instalação. Malditos sejam!

Os grandes líderes petistas bradam até hoje contra as privatizações e fazem isso enquanto falam ao celular. É claro que todos eles teriam acesso ao aparelho facilmente se não fosse pela venda das estatais de telefonia. Seria o caso de usar aquela palavra com "H"? Não, claro que não se trata de hipocrisia.

Alegando não quererem embarcar na onda do PT de rotulá-los de privatistas, o PSDB acaba justamente entrando no jogo petista de que as privatizações são algo de que todos temos que nos envergonhar. Esse sim, é o pior dos erros.

Os números só não são óbvios para o cérebro de geléia dos petistas. O boato de que privatizações são ruins é espalhado justamente pelos bons elementos que dizem querem manter as estatais em nome do povo. Nada a ver com o interesse deles em usar as empresas para benefício próprio, lotando-as com cargos de confiança e apadrinhados e usando-as como moeda de troca para interesses políticos.

Como não se pode esperar nada diferente de porcos imperialistas como nós, este blog inicia aqui uma campanha pela venda deste trambolho petroleiro e aparelhado por um preço muito justo: US$ 1,00. Sim, isso mesmo, um dólar. Estaremos saindo no lucro ao nos livrarmos desse braquiossauro criado pelo papaizão Getúlio. Seria mais ou menos como vender um Fiat 147. O valor cobrado é ilusório, pois o verdadeiro lucro viria no futuro, quando a Petrobrás colhesse os frutos dos benefícios que as privatizações trariam para esse país.

Tucanos, acordem! O que vocês andaram cheirando, ou fumando?



sexta-feira, 5 de junho de 2009

Miopia jornalística


Em uma notícia da Folha de São Paulo do dia 5 de maio referindo-se ao discurso "histórico" de Obama no Cairo, "Contrariando Israel presidente cita Palestina e admite Irã nuclear", foi dito o seguinte: "Israel, o único país do Oriente Médio a ter armas nucleares acusa o governo Iraniano de enriquecer urânio para produzir bombas atômicas destinadas a atacar o estado judaico".

A notícia foi escrita pela redação da Folha e a frase sugere uma certa hipocrisia do governo de Israel, pois como pode Israel criticar o governo vizinho se ele próprio é o único país do Oriente Médio a possuir bombas atômicas? O que talvez falte dizer na notícia é que Israel, é A ÚNICA DEMOCRACIA DO ORIENTE MÉDIO e que o Irã possui um governo extremista que usa a religião para pregar ABERTAMENTE a destruição do estado judaico, além de ser um dos principais financiadores dos grupos terroristas, Hizbollah e Hamas.

Como pode Israel ter confiança em um programa nuclear de um país como esse? É comum criticar o estado de Israel e fazer vista grossa às atitudes das ditaduras que o cercam. Um erro grosseiro que sempre que possível precisa ser corrigido e lembrado.

Em um artigo publicado no Wall Street Journal em 18 de março de 2009, a estudiosa Nonie Darwish, autora do livro "Cruel and usual punishment", e que cresceu na faixa de Gaza e no Cairo declara: "a mídia tende a atribuir o declínio de Gaza exclusivamente às ações militares e econômicas de Israel contra o Hamas. Mas tal análise miópica ignora a principal causa do problema: sessenta anos de política árabe centrada em estabelecer o status do povo palestino como refugiados sem estado para usar o seu sofrimento como uma arma contra Israel". A matéria na íntegra está aqui.

A mídia brasileira ainda é ingênua demais para enxergar os fatos. Talvez seja uma boa hora de marcar uma consulta com um oculista. A Folha de São Paulo devia deixar os princípios que regem o jornal mais claros para sua própria redação: "realizar um jornalismo crítico, apartidário e pluralista. Do ponto de vista político sustenta a democracia representativa, a economia de mercado, os direitos do homem e o debate dos problemas sociais colocados pelo subdesenvolvimento".

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Paizão Lula e o suco de abobrinha


Lula é mesmo incrível. Ele se supera. Consegue manter sua metralhadora de abobrinhas disparando sempre, sem nunca esquentar. Nos últimos dias soltou rajadas incríveis. Sobre o terceiro mandato: "... é muito engraçado que as críticas que fazem aos presidentes da América Latina que querem um terceiro mandato não se fazem aos primeiros-ministros na Europa que ficam 16 anos ou 18 anos”.

Pobre coitado, devia voltar para a 5a série, ou conseguir um professor particular que explique a ele, por meio de figurinhas para o nível intelectual de uma criança do jardim de infância, a diferença entre PRESIDENCIALISMO e PARLAMENTARISMO. Mas ele não parou por aí, sua metralhadora segue descarregando. Sobre a briga que o Carlos "Coletinho Jamaicano" Minc anda arranjando com os outros ministros: "Toda vez que o pai sai de casa", explicou o presidente, "a meninada faz mais algazarra do que deveria".

É tão cara-de-pau que nem ruboriza ao declarar abertamente sua posição de Paizão. A política brasileira volta aos mais baixos tempos de paternalismo descarado. Alguém por favor, enfie Lula em uma máquina do tempo e mande-o de volta aos tempos do Paizão Getúlio.

Mas Lulão papaizão fechou com chave de ouro ao se referir ao acidente do voo da Air France: “Um país que acha petróleo a 6 mil metros de profundidade pode achar um avião a 2 mil”. O trapalhão consegue espremer suco de abobrinha nacionalista até de uma tragédia, mostrando um tremendo desrespeito às vítimas de um acidente aéreo em que morreram 228 pessoas. O pobre ignorante diria algo assim se alguns de seus familiares estivesse à bordo? Bem, paizão Lula, combinamos o seguinte: Colocamos você em um escafandro da Petrobrás e o soltamos em alto mar para que o senhor mergulhe à 2 mil metros de profundidade a procura das vítimas. A propósito paizão, pode nos descolar as chaves do carro?

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Lula e sua claque


Em notícia publicada na edição de 31 de maio, a Folha de São Paulo informou que a popularidade do presidente Lula voltou ao patamar que estava antes da crise, 69% avaliam o governo Lula como ótimo/bom. Isso significa que Lula é um gênio político, certo? ERRADO!

Na mesma edição a Folha de São Paulo também informa que a publicidade do governo Lula alcança 5.297 meios de comunicação. Uma alta de 961% em relação ao número de veículos que recebiam publicidade do governo em 2003. A propaganda é especialmente concentrada em meios de comunicação de segundo e terceiro escalões.

Lula está em campanha constante e aproveita qualquer oportunidade para engrandecer seus atos, chegando inclusive a fazer discursos dentro da igreja em Domingo de Páscoa. Com a vantagem que Lula tem sempre atrás de si as matracas do petismo, que repetem cegamente qualquer babaquice que o "grande líder" diga. O raciocínio de um petista funciona no máximo para justificar o que é dito pelos líderes partidários e nunca para contestá-los.

Aplaudem cegamente as tiradas geniais do presidente Lula, como por exemplo, " A grande maioria de nossas importações vem de fora do país". Ou então melhor ainda "É tempo para a raça humana entrar no sistema solar". Mas ainda temos, "Só o que cai no Brasil é o salário" ou "... o combate a ética vai continuar". Não é à toa que o cérebro dos petistas já virou uma geléia.

Lula está prestes a inaugurar um blog, uma página no Twitter e um canal no You Tube. Bom, com toda essa sabedoria, talvez seja uma boa ideia. Quem sabe quando o Lula deixar o poder, deem a ele um quadro no Zorra Total? Porque como diria o presidente "Quando se aposentarem, por favor, não fiquem em casa atrapalhando a família, tem que procurar alguma coisa para fazer".

O medo maior é que ele cumpra com o que disse ao presidente da Costa Rica, "Eu fui agora ao Gabão aprender como é que um presidente consegue ficar 37 anos no poder e ainda se candidatar a reeleição".