A fala acima pertence à Tarso Genro, Ministro da Justiça, pronunciando-se a respeito dos estudantes da Unb que haviam ocupado a reitoria da universidade. Expressa claramente que voltamos ao ponto em que o poder Executivo se acha no direito de interpretar as decisão do Judiciário e determinar se elas são ou não válidas. Tarso Genro parece sofrer de algum tipo de esclerose múltipla, ou apenas falta de vergonha na cara. O Ministro da Justiça, aquele que deveria "garantir e promover a cidadania, a justiça e a segurança pública" e a "defesa da ordem jurídica, dos direitos políticos e das garantias constitucionais", declara abertamente que deciciu não acatar uma ordem judicial. Seria a prova final de que o governo Lula arrastou o Brasil de volta a um estado de exceção com o poder centralizado no Executivo? Exagero? Talvez os porcos imperialistas tenham comido lavagem demais? Ou quem sabe foi o Sr. Genro que andou consumindo porcarias em excesso, especialmente lixo esquerdista?
Hoje foi uma decisão que exigia a retirada dos alunos que haviam invadido uma reitoria, mas amanhã poderíamos acordar e descobrir que o executivo decidiu desacatar uma ordem judicial que decratou a soltura de algum cidadão preso injustamente. Exagero novamente? Claro que não, trata-se apenas do primeiro passo. Tarso mostrou que o Ministério da Justiça, sob seu comando, tem uma predisposição a desacatar as decisões da justiça segundo as suas interpretações. O mais hilário é que esses petistas adoram posar como "lutadores da liberdade" quando viviam na época da ditadura. Tudo seria diferente se eles estivessem no comando, pois quando foi a vez deles de chegar ao poder, passaram a se achar no direito de governar por exceção. Muito conveniente.
Promover a democracia nunca foi a intenção dos grupos de guerrilha de esquerda que atuavam no Brasil, como pregam Franklin Martins e Dilma Rousseff, entre outros, e que até hoje se orgulham de seu passado. "A luta armada fracassou porque o objetivo final das organizações que a promoveram era transformar o Brasil numa ditadura, talvez socialista, certamente revolucionária. Seu projeto não passava pelo restabelecimento das liberdades democráticas." O trecho é do livro "A Ditadura Escancarada" de Elio Gaspari, página 193. Ao que tudo indica, as intenções de Tarso Genro e sua turma continuam as mesmas.
Mas o trabalho deles não para por aí. Vejamos agora uma notícia publicada pela Folha de São Paulo em 07/06/2009. A manchete informa: "No governo Lula, grupos concentram seus esforços no Executivo" e a linha fina aprofunda: "Lobistas dizem que na gestão petista o Estado recuperou a influência perdida com as privatizações e a descentralização administrativa promovidas por FHC". Enquanto uns arrumam a casa, outros promovem a bagunça. Lula e sua turma diminuiram o poder do Congresso e o concentraram no poder Executivo.
Outro bom exemplo é a ainda nem instalada a CPI da Petrobrás. "Nunca antes nesse país" se trabalhou tanto para bloquear uma CPI, colocaram inclusive os carregadores de bandeira nas ruas. Os petistas adoram uma CPI desde que não sejam eles os investigados, um grande exemplo de transparência investigativa. Transparentes como o petróleo. O que haverá por baixo que eles se esforçam tanto para esconder? O medo será proporcional ao alvoroço produzido para tentar impedir as investigações? Muito bem petistas, continuem o ótimo trabalho. Ainda não estamos como a África, mas estamos trabalhando para isso.
E não esqueçam, a campanha para a venda da Petrobrás continua. Um dólar pelo possante!
Nenhum comentário:
Postar um comentário