
Francenildo se encaixa perfeitamente no perfil de muitos eleitores petistas e ele próprio já admitiu que votou em Lula duas vezes. Mesmo assim, quando Francenildo desmentiu Palocci sobre a presença do ministro na famosa mansão do lobby no lago sul de Brasília, os petistas deram início a uma das maiores sujeiras já promovidas contra um cidadão por um governo no Brasil, mostrando como funciona a sua defesa aos fracos e oprimidos.
Cliente da Caixa Econômica Federal, Francenildo teve seu sigilo bancário violado e entregue à revista Época por, segundo a coluna de Diogo Mainardi na revista VEJA, Marcelo Neto, então assessor de Palocci. O objetivo era revelar um volume de dinheiro anormal recebido pelo caseiro, o que, para os petistas, provaria que ele fora pago pra mentir à CPI. O plano foi por água abaixo quando se esclareceu que o pagamento vinha do pai biológico de Francenildo.
Donos de um discurso que sempre pregou a ética acima de tudo, o caso é exemplar para mostrar a hipocrisia petista. Instituições, sempre tidas como fortes e confiáveis no Brasil, foram facilmente usadas como meros intrumentos de um governo de uma República bananeira para defender as mentiras do então ministro. Receita Federal, Caixa Econômica e governo federal mobilizados em defesa de uma ética distorcida.
Nessa hora, os petistas sapatearam sobre todas as lorotas que sempre contam no horário eleitoral, pois não pensaram duas vezes em usar os poderes do estado para esmigalhar um cidadão jovem e pobre e, pior, um eleitor petista. Lula adora posar de vítima de preconceito de sua origem humilde, nada mais emblemático portanto do que fechar o artigo com uma frase dita pelo próprio Lula na época: "Ah, é um simples caseiro."
Fica bastante claro aonde está o tal preconceito. Que os outros eleitores não esperem para aprender, como Francenildo, o funcionamento da ética dos petistas.
Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui. Somente para assinantes da Folha ou UOL.
Para refrescar a memória sobre a sujeira petista, clique aqui. Link aberto da Veja.com.
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